Comunicação em tempos de crise

A comunicação é o cerne do marketing mix. Em tempos de crise então, ela é essencial! Assim como também é extremamente importante fazer uma avaliação do posicionamento e estratégia
de marca, e do plano de marketing e de comunicação. Estamos vivendo momentos de muitas incertezas, porém, diante deste quadro, não basta controlar custos ou aumentar a eficiência
(ações que também são necessárias, mas não trarão vantagem competitiva). Nestes momentos, sairá na frente quem inovar em termos de mensagem. As marcas devem ser transparentes e se
posicionar claramente sobre seus valores e o diferencial de seus produtos, para consolidar uma imagem com a qual o consumidor se identifique e aposte. Crises também são oportunidades de se reinventar, (re)definir o seu território, buscar e conquistar novos públicos, e se tornar mais competitivo. Invista em gestão de marca e seja criativo na hora de planejar a comunicação.
A comunicação digital deve ser uma bela aliada, e é uma alternativa mais barata em relação às mídias tradicionais. Porém, focar apenas em comunicação digital sem pensar no atendimento,
distribuição, experiência de compra, visual merchandising, eventos, ambiente de loja, pode ser um tiro no pé. A empresa deve ser coerente entre o que ela faz e o que ela diz.

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói virou palco de um dos desfiles mais aguardados do ano no circuito fashion mundial, protagonizados pela grife Louis Vuitton

 

LOUIS VUITTON NO BRASIL

Em 2016, a Louis Vuitton investiu US$ 60 milhões na organização de um desfile para o resort 2017, um dos mais importantes do calendário de moda. A grife escolheu o Rio de Janeiro
para sediar a programação. Além disso, a marca, que foi uma das pioneiras no mercado de luxo brasileiro, renovou a loja de Ipanema. A estratégia da Louis Vuitton para o nosso País está mais conservadora, mas a decisão de fazer o evento aqui demonstra que a empresa confia no Brasil, e sabe que a crise é passageira. Outro exemplo interessante aparece no livro Marketing de Moda, escrito pela professora especialista em Marketing de Moda Harriet Posner. Durante a crise financeira de 2008/2009, a venda de ternos risca de giz foi afetada na Europa e Estados Unidos. Os banqueiros, sendo rechaçados pela mídia, passaram a usar ternos mais discretos. Para atrair os consumidores, a marca americana Jos. A. Bank Clothiers lançou o Free Risk Suit (o terno sem risco), para impulsionar as vendas durante a recessão, prometendo reembolsar o preço do terno, caso o comprador perdesse o emprego.

Ternos "sem risco" vendidos durante a crise nos EUA

INVESTIMENTO EM ALTA

O mercado da moda, em 2015 e 2016, aumentou o investimento em comunicação em comparação a outros anos, de acordo com o Mídia Dados Brasil, devido à crise. Em tempos de baixa, as empresas precisam falar e aparecer mais, engajar, para alcançar os seus consumidores que estão indecisos. Apesar da crise atual, diferentemente da Europa e Estados Unidos, o Brasil ainda é um mercado que tem muito a crescer. Invista em comunicação e em treinamento, e traga a inovação para a cultura da empresa, para estar preparado para os períodos de baixa. Em tempos
turbulentos, a turbulência não é o principal problema, e sim tentar encontrar soluções com a lógica de ontem. Tempos de crise são o momento ideal para marcas fortes investirem para alcançar maiores mercados! Por isso é tão importante que as marcas saibam com clareza quem elas são e o que os seus produtos representam, e quem é o seu público real e em potencial.
Transmita confiança!