TENDÊNCIAS para o VAREJO em 2016

NÃO DÁ MAIS PARA PENSAR O VAREJO FÍSICO E DIGITAL DE FORMA ISOLADA; A DEFINIÇÃO PARA ESSE VELHO EMBATE DENOMINA-SE PHYGITAL
(MISTURA DE PHYSICAL E DIGITAL)

Aruptura digital, sem dúvida, tem sido a raiz dos novos movimentos que estão acontecendo no varejo e revolucionando a forma como os consumidores se comportam e consomem. Diante do cenário complexo e dinâmico no qual as marcas estão inseridas, entender as tendências que estão remodelando esse segmento é fundamental para delinear estratégias competitivas.

Podemos começar formulando as seguintes perguntas:
Como se comportará o varejo em 2016?
Quais os movimentos de consumo têm impactado o comportamento dos consumidores?
Que fatores estão influenciando as decisões de compra?
De que forma marcas pioneiras já estão se posicionando frente aos desejos contemporâneos e se diferenciando da concorrência?

Embora as perspectivas de crescimento econômico do País não se mostrem tão animadoras, as oportunidades de mercado pensadas a partir das novas tecnologias propõem direcionamentos inovadores e inteligentes, que melhoram a comunicação e o relacionamento com o cliente. É preciso explorar a experiência dos consumidores em outras dimensões, além das já tradicionais. Uma relação mais emocional e o desenvolvimento de múltiplos pontos de contato são o ponto de partida para uma abordagem holística e alinhada ao mindset vigente.

Phygital
Não dá mais para pensar no varejo físico e digital de forma isolada; a definição para esse velho embate denomina-se phygital (mistura se physical e digital). A loja física volta à cena fortalecida pela tecnologia e pensada de forma estratégica,
ou seja, além de um canal de vendas, tem funcionado como um local de aprendizagem e inspiração. A reinvenção do ponto de venda (PDV) vem pautada na economia da experiência, atendendo à necessidade dos consumidores de socializar e interagir com produtos e marcas. 
Enquanto as plataformas digitais passam a funcionar como influenciadoras na jornada de compra, o consumidor está cercado por uma quantidade quase infinita de marcas, produtos e serviços, mas seu tempo é limitado. Portanto, é preciso proporcionar espaços que o ajudem a navegar nesse universo.

STARBUCKS
Utilizando-se de uma estratégia mobile, resolveu oferecer aos seus clientes uma experiência integrada entre o on-line e o off-line. Após baixar o app da marca, é possível fazer o pedido e efetuar o pagamento sem precisar enfrentar fila.

BIRCHBOX 
Seguiu um caminho contrário à maior parte das empresas; nasceu como um e-commerce (assinatura mensal de caixa com amostras de cosméticos), para então abrir sua primeira loja física no Soho, em Nova Iorque. Após receber as amostras de produtos em casa,
o cliente pode se dirigir até o PDV e comprar aqueles que mais gostou.

REBEKA MINKOFF 
A Rebecca Minkoff, junto ao eBay, criou o que vem sendo chamado de Connected Store. Os vestiários das lojas da marca foram equipados com grandes espelhos touch e sensores que registram os movimentos dos consumidores. Também têm um sistema de rastreamento que identifica o cliente, notificando-o por e-mail das roupas levadas ao vestiário e que podem ser adquiridas
através da plataforma e-commerce.

A PROLIFERAÇÃO DOS BEACONS
Conhecidos como um tipo de GPS indoor, conseguem localizar com precisão usuários que encontram-se em eventos, lojas, shoppings, supermercados, museus etc. Os beacons permitem enviar notificações ou ofertas customizadas enquanto o cliente se desloca dentro de um ambiente.

BE THE HUB
Conceito que busca atrair o consumidor para áreas pensadas de acordo com o tempo livre dele, retendo-o por mais tempo dentro do PDV. Nessa proposta, o relacionamento passa a valer tanto quanto a própria venda.

RALPH LAUREN 
Loja da marca Ralph Lauren na Quinta Avenida conta com quatro andares e mais de 300 funcionários. Nela, há um café com design e blends criados especificamente para a marca, condizentes com a sua identidade e a experiência que deseja passar aos clientes.

LULULEMON 
A loja Lululemon, no bairro do Brooklyn (NY), especializada em roupas para ginástica, mantém numa lousa atrás do caixa o mapa do bairro indicando as academias disponíveis e condizentes com seu mix de produtos. Além disso, a loja promove eventos como corridas e aulas no próprio PDV.

RECOMENDAÇÕES ESTRATÉGICAS
1. Oportunize a imersão no universo do produto para que o cliente possa interagir e, assim, decidir qual a melhor opção
de compra.
2. Venda mais e melhor utilizando-se do conceito de curadoria. Auxilie seu cliente na decisão de compra, diminuindo
as escolhas possíveis e disponibilizando ofertas personalizadas.
3. Ensine seu consumidor e mostre a ele como usar seu produto/serviço nas mais diversas situações. Aqui, o uso de vídeos educativos pode ser sua melhor ferramenta.
4. Fomente parcerias de co-branding, buscando marcas com DNAs complementares, a fim de oferecer uma melhor experiência ao seu cliente.
5. Seja um catalisador e crie comunidades de clientes em torno da sua marca, dando início a relacionamentos duradouros e conexões compartilhadas – seja através do conhecimento, seja pelas experiências.