MultiFÁTIMA

Jornalista, apresentadora, mãe, modelo. Esses são alguns dos atributos de Fátima Bernardes, uma artista e comunicadora completa. Se sua paixão começou no balé, foi na área da Comunicação que ela se realizou. Sempre muito focada, é reconhecida por sua competência e simpatia acima da média.

Depois de passar mais de dez anos na bancada do Jornal Nacional, decidiu voar solo no programa ‘Encontro com Fátima Bernardes’. O entretenimento, na sua avaliação, dá mais liberdade do que o Jornalismo e a permite emitir suas opiniões e dizer claramente o que pensa, desejo reprimido enquanto esteve à frente do telejornal de maior audiência do País.

Por conta deste novo momento, Fátima ingressou no universo da moda, estrelando campanhas da Modare Ultraconforto (Novo Hamburgo/RS). A experiência, segundo ela, foi incrível, principalmente pelo fato de adorar moda. “Eu sou louca por sapatos, sempre fui. O principal motivo que me fez aceitar a proposta de ser garota-propaganda da Modare é a relação custo x benefício, que eu acho superimportante”, justifica. Com um estilo próprio, Fátima prefere usar aquilo que lhe cai bem. “Gosto de misturar a linha clássica com a moderna, porque eu acho que já tenho um perfil muito clássico, de rosto, de tudo”, acrescenta, comentando ter uma queda por sandálias e salto alto.

Antes de decidir fazer Jornalismo, você tinha o sonho de ser bailarina. Por que decidiu abandonar a dança para cursar Comunicação? 
Eu sempre fui muito perfeccionista. Paralelamente ao balé, eu seguia com os estudos. Meu objetivo era ser a primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Quando percebi que não chegaria onde tinha imaginado, optei pelo Jornalismo. Naquele momento de decisão, senti que seria uma carreira que me daria chance de ir mais longe.

Sua preferência sempre foi pelo Jornalismo televisivo?
Não, foi uma grande surpresa! Enquanto cursava Jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), eu trabalhava no jornal O Globo, onde eu era muito feliz. Nessa época, vi o anúncio de um curso de Telejornalismo na Rede Globo, o que achei muito interessante. Nos anos 1980, o curso não tinha nenhum equipamento, a gente via televisão no quadro com professor escrevendo. Mas para ingressar, tínhamos de participar de um concurso antes. Então, fiz cinco provas e fui selecionada. Quando realizei a primeira reportagem no curso de Telejornalismo da Rede Globo, percebi que ali eu iria me desenvolver, que aquele era o veículo certo para mim.

Qual cobertura jornalística lhe marcou de forma especial?
Felizmente, várias! A cobertura da Copa de 2002 me marcou bastante, pois superei duas dificuldades: a primeira, de viajar e deixar três filhos pequenos, os trigêmeos tinham 4 anos na época; e a segunda, de viajar de avião, medo que me acompanha até hoje. Posso citar também as primeiras entrevistas, quando já ocupava a bancada do Jornal Nacional, com os candidatos à presidência. Além disso, as coberturas do dia a dia das ruas foram superimportantes, sempre gostei. Uma que me impactou muito foi um desabamento no Rio de Janeiro, por conta de uma chuva no Morro do Bugre, em Niterói. Nessa oportunidade, eu cheguei para entrevistar uma criança que tinha o nome das minhas duas filhas, Laura Beatriz. Essa criança perdeu parentes naquele dia e estava toda machucada. Às vezes, o grande momento não está só em uma grande cobertura, mas sim nos pequenos encontros que a gente tem.

Como foi a decisão de sair da bancada do JN e assumir o ‘Encontro com Fátima Bernardes’? 
Não foi uma decisão... Foi um processo muito natural, pensado e estruturado para acontecer.

Qual é a maior diferença entre ser jornalista e apresentadora?
Basicamente, eu continuo fazendo Jornalismo. Mas, por estar em um programa de entretenimento, minha opinião passa a ter mais peso, eu posso dizer claramente o que eu penso. Já no programa de notícias, prezamos muito a isenção. Aprendemos desde cedo que, para fazer um bom Jornalismo, você tem que dar clareza de informação, apresentar dois ou mais lados de uma única notícia. No entretenimento, posso ser um pouco mais passional, divertida, descontraída e menos formal.

Você fez sua estreia no universo da moda como garota-propaganda da Modare Ultraconforto. Como surgiu a parceria? Você se identifica com os produtos da marca?
Eu sou louca por sapatos, sempre fui. O principal motivo que me fez aceitar a proposta de ser garota-propaganda da Modare é a relação custo x benefício, que eu acho superimportante. Quando o que você cobra e o que você oferece estão em comum acordo, há respeito pelo consumidor. O compromisso da Modare em oferecer moda e bem-estar também foi definitivo. Toda mulher busca isso em sapatos!

Tem algum modelo da Modare que você tenha se apaixonado?
Como ex-bailarina, eu sempre tive a batata da perna bem grossa. Para a campanha de inverno 2016, posei com bota. E teve um modelo, com elástico atrás, que permite a qualquer pessoa vesti-la. Eu diria que é uma bota democrática! Dá até para usá-la por cima da calça jeans.

Quando o assunto é sapato, qual atributo mais desperta sua atenção (beleza, conforto, materiais...)?
Uma mistura de tudo, inclusive a relação custo x benefício, como já falei. Qual modelo de calçado que atualmente não sai dos seus pés? Sou de fases, desde saltos mais quadrados até saltos mais finos. Nesse momento, estou em uma onda de sapatilhas. Como fico muito tempo de pé no programa, eu tenho optado por esses modelos.

Salto ou rasteira?
A gente está sempre mais arrumada com um salto.

Escarpim ou sandália? 
Sandália, certamente! Como carioca, sandália sempre.

Você gosta de moda, acompanha tendência ou faz a linha mais clássica?
Eu gosto e me informo, mas não aplico tudo em mim. Essa é uma vantagem de termos mais idade. A gente olha e pode escolher aquilo que mais gosta. Não sei se eu faço a linha mais clássica... Gosto de misturar a linha clássica com a moderna porque eu acho que já tenho um perfil muito clássico, de rosto, de tudo... Talvez aquela peça ficaria muito exagerada em uma pessoa, mas em mim quebra o visual.

Como é o processo de escolha dos looks do seu programa?
A Rosa Pierantoni, minha figurinista, tem o trabalho de selecionar e apresentar para mim ideias de looks. A partir disso, decidimos o que funciona. Como estamos trabalhando juntas há algum tempo, as coisas fluem melhor. É difícil a gente errar ou a Rosa apostar em alguma coisa que não vai ficar legal.

O estilo da Fátima que vemos na TV é o mesmo fora dela?
Acho que sim. Quanto mais eu e a Rosa trabalhamos juntas, mais o meu estilo no programa e meu estilo no dia a dia vão ficando um só. Combinamos até sobre as peças de roupa. Às vezes, a gente olha uma sandália e diz: “Essa daí não tem no programa? Ah, temos em outra cor.” Nunca uso no programa algo que eu não goste. Ainda que aquela peça usada na TV não esteja em meu guarda-roupa, ela poderia estar. Às vezes, a Rosa olha uma peça que faz parte do meu guarda-roupa e diz que ela também deveria estar no programa.