MULHER DE FASES

Por Bárbara Bengua

Filha de pai gaúcho e mãe pernambucana, a paulista Paloma Bernardi praticamente nasceu no meio artístico. Com quatro anos, ela já deu os primeiros passos neste universo fazendo comerciais, desfiles e editoriais de revista. Ao tomar gosto pela atividade, a atriz começou a ter aulas de teatro e, aos 11 anos, fez sua primeira novela no SBT.

Depois disso, na pré-adolescência, Paloma ficou em um período mais recluso e aproveitou esse tempo para se formar em Artes Cênicas e fazer faculdade de rádio e tevê. Já em sua fase mais adulta e madura, a atriz retornou às telinhas na Rede Record e, mais tarde, foi para a Rede Globo, emissora na qual permanece até hoje.

Supermeiga e dedicada, a moça de 28 anos é apaixonada pelo que faz e confessa que é preciso mergulhar de cabeça para dar vida a um personagem. “Não tem como não se entregar por inteiro para viver o papel”, enfatiza.

Atualmente, Paloma também é a estrela da campanha da Bebecê (Três Coroas/RS). Ela afirma estar muito contente em ter o nome vinculado à marca, pois isso significa que, de alguma forma, ela passa credibilidade e confiança. Sobre seu estilo, define: “Eclético. Varia muito conforme meu humor, o meu dia e o lugar que eu vou”. E em relação aos calçados, a atriz adora sapatilhas para o dia a dia e saltos para a noite. Confira, a seguir, a entrevista que ela concedeu à revista Lançamentos:

Como você começou na carreira artística? Qual foi o seu primeiro papel na tevê?
Minha veia artística veio da família da minha mãe, que é pernambucana. Na verdade, acho que essa vontade de viver das artes vem desde a minha avó e foi passando de geração para geração. Minha mãe dançava no Ballet Popular do Recife com danças folclóricas e minha avó também era envolvida com teatro e com música. Desde pequena eu tinha vontade de trabalhar com as artes e comecei fazendo Publicidade. Com quatro anos de idade eu já estava em comerciais, desfiles,  fazia fotos para revista... Então logo cedo comecei a sentir gosto por essa área. Com o decorrer dos anos, eu fui percebendo que era exatamente isso que eu queria: viver dentro de estúdio, estar em cima do palco, criar personagens. Minha primeira novela foi “Colégio Brasil”, no SBT.

E como foi a experiência de interpretar, em Salve Jorge, Rosângela, uma das meninas traficadas para a Turquia e que, para sobreviver, passou a fazer parte da quadrilha?
Foi ótimo! Acho que todo o ator gosta de ter uma oportunidade como eu tive, pois a Rosângela foi uma personagem muito rica. Ela entrou na novela com um grande sonho e terminou num grande pesadelo. Ela passou por todos os nuances que um personagem pode ter: ela sofreu, apanhou, teve esperança, foi invejosa, traidora, malvada e se arrependeu. Por isso, como atriz, foi uma experiência maravilhosa, um crescimento profissional. E, graças a Deus, eu tive um retorno positivo de tudo isso. Afinal, durante a novela, eu sentia a reação do público que se surpreendeu em me ver como malvada, que compreendeu o trabalho que eu vinha fazendo e, claro, ficou com raiva de mim. Nunca gostei tanto de sentir essa raiva (risos).

Você já atuou em filmes, peças de teatro e tevê. Em qual plataforma você prefere trabalhar?
Difícil dizer... Acho que não tem uma que eu prefira, pois são caminhos diferentes. Aliás, diferentes e iguais, pois o processo de trabalho é o mesmo, a dedicação à personagem vai ser a mesma, independente da plataforma. O prazer de estar na tevê, no teatro e no cinema é muito grande. A diferença é só o meio de comunicar. Na tevê a gente passa meses envolvido, acho que é um exercício diário. O teatro é um contato imediato com o público. Nunca um espetáculo é igual ao outro, por mais que você ensaie, o show é diferente porque o público reage de maneiras diferentes. E o cinema é algo que vai ficar eternizado. São maneiras de interpretar, mas o processo é o mesmo. É difícil escolher. Para mim, o importante é atuar, independente de qual meio que seja.

O que você planeja fazer no futuro?
Fiz um longa, o “Lascados”, que é uma comédia adolescente, e vai ser lançado em 2015 e, agora, estou estudando algumas propostas de teatro.

Qual a sua relação com o universo fashion?
Eu não sou neurótica do tipo “tenho que usar o que as tendências estão dizendo porque senão estarei fora da moda e serei brega” (risos). Eu gosto de saber o que está por vir, quais são as novidades, mas gosto de usar o que fica bem no corpo, aquilo que eu gosto e que seja confortável. Acho que o importante é você manter a moda nesse sentido, de forma confortável e que você, em primeiro lugar, goste. E se assim puder seguir as tendências, melhor ainda.

E como você define o seu estilo?
Eclético. Varia muito conforme meu humor, o meu dia, o lugar que eu vou... Quando eu estou em São Paulo, eu uso muita calça jeans e sapato alto. Já no Rio, eu me transformo: uso vestidinhos curtos, sainhas soltinhas, sapatinho, rasteirinha, pois a cidade me coloca em outra situação. E se eu vou para o Sul, eu me encapoto de roupa até a cabeça, com cachecol, gorrinho, bota... E assim vou variando.

Você é a garota-propaganda da Calçados Bebecê. Como foi participar desse projeto?
Fiquei bem feliz, adorei ver o resultado! Só de fazer o trabalho em si já foi muito bacana! A equipe é muito boa, o pessoal da marca é cuidadoso, detalhista com os sapatos, com tudo. Acho que ficou muito lindo, incrível. E acredito que as pessoas gostaram bastante porque é um comercial leve, feminino. Isso sem falar na coleção de verão, que está lindíssima, com cores mais neutras, leves e alguma coisa floral...

Você se considera obcecada por sapatos?
Obcecada, não. Eu sou muito pé no chão, não só com sapatos, mas de um modo geral. Eu não sou uma pessoa muito consumista. Acho que isso vem da minha família gaúcha também. Meu pai que fala “tira o escorpião do bolso” (risos). Mas é porque eu sou econômica, eu compro o que eu preciso. Ou o que eu realmente gosto. Mas não compro sempre, todos os dias. Não sou consumista com nada, nem sapato, nem roupa.

Qual é a sua prioridade na hora de comprar um calçado?
Vou muito pela cor! Eu sempre procuro comprar os neutros. Primeiro, as cores básicas como preto, nude, tanto para salto alto quanto para bota, sapatilha, rasteirinha. Depois que eu tenho esses básicos, começo a olhar outros diferenciados: um vermelho, um azul, ou uma sandália amarela, por exemplo. Acho que quando se tem no armário os sapatos básicos com essas cores curingas, se está bem e não precisa de mais nada, pois combina aquilo com qualquer roupa ou situação. Se tem uma rasteirinha, sapatilha, salto alto e uma bota, está ótimo.

Qual é o seu modelo favorito?
No meu dia a dia, eu uso muito sapatilha. É muito confortável e prática.

Quando você sobe no salto?
Para sair para algum evento, tem que ser salto alto, pois ficamos mais mulher, com mais atitude e postura. Então, o salto alto para eventos e festas é primordial. E normalmente tenho usado saltos mais grossos pois são confortáveis e é uma tendência.

E as bolsas?
Para o dia a dia, prefiro bolsas grandes, pois você sai de manhã e só volta de noite e é só colocar lá dentro tudo que precisa. Para passear, uma pequena já é suficiente. Só precisa ter espaço para o celular, batom e o documento.

PERFIL

Nome: Paloma Bernardi
Idade: 28 anos
Altura: 1,63
Cabelos: ao natural, castanhos claros
Olhos: verde
Cidade onde nasceu: São Paulo/SP
Detesta: pessoas metidas
Adora: minha família, meu trabalho
Admira: meus pais
Defeito: um pouco orgulhosa
Qualidade: simplicidade
Animal de estimação: o Billy, um poodle
Perfume: Tommy Girl
Passatempo: ir ao cinema, ao teatro...
Mania: tomar banho no escuro
Cantor/a preferido: Maria Gadú, Gilberto Gil, Caetano Veloso...
Prato preferido: arroz e feijão
Atriz que admira: Lília Cabral, Fernanda Montenegro, Adriana Esteves, Cláudia Abreu, Camila Pitanga e Alinne Moraes
Ator que admira: Tony Ramos, Mateus Solano, Wagner Moura e Selton Mello
Um homem bonito: meu namorado (risos)
Um luxo: viajar pelo mundo
Uma frase: “Cuidemos do nosso coração, porque é de lá que sai o que é bom e o que ruim, o que constrói e destrói”, Papa Francisco.