No túnel do tempo

Embarque nessa viagem, proposta por Gloria Kalil, pelas 40 décadas de moda testemunhadas pela revista Lançamentos. Confira os momentos mais marcantes dos anos 70, 80, 90 e 2000 nas passarelas e no comportamento de quem viveu essas décadas. 

ANOS 1970: a década da curtição - A moda era ser liberado. Chic era ser experimental. 

No incío da década, Yves Saint Laurent fez os primeiros modelos inspirados no Oriente. África e Ásia entram na moda e trazem à tona as ideias de étnico e folk. A volta à natureza vira assunto de roupa e de estilo de vida com os hippies, jovens frequentadores de festivais de rock ao ar livre.

ANOS 1980: a década do poder – A moda era ser poderoso: o que já não era tão chic...

Os yuppies, jovens milionários da bolsa de valores, dominam o mundo ganhando fortunas e gastando em carros, champanhe, roupas de marca (gravatas Hermès, canetas Montblanc, computadors IBM). Armani inventa o terno desabado para os homens e coloca o blazer, com ombreiras, no guarda-roupa das mulheres – que agora faziam parte do ambiente coorporativo – usados com escarpins. Eles usam cabelos com gel, elas usam medonhos penteados crespos, maquiagem exagerada e sombras azuis nos olhos. 

ANOS 1990: a década da individualidade – A moda era ser único. O que poderia ser chic. 

A década se abre com as bandas de Seattle lançando o look grunge, com Kurt Cobain à frente vestindo camisa xadrez de flanela, calça jeans rasgada e tênis surrados. O básico entra na moda e minimalismo é o grito de guerra contra os exageros dos anos 1980. A globalização se reflete na moda fragmentada das tribos das ruas (streetwear): dos esportistas, dos grupos de música de periferia, dos nerds do Vale do Silício, dos clubbers e da moda-brechó. 

ANOS 2000: a década das celebridades – a moda é ser celebridade, o que pode dar em vulgaridade. Nada chic. 

Depois de uma era minimalista e de roupas unissex, as mulheres voltam a investir em produções elegantes que realçam a feminilidade. Sapatos e seus designers ganham uma atenção extra, como Manolo Blahnik e Christian Louboutin, constantemente citados no seriado “Sex and the City”. 

A moda introduz o conceito de customização, de roupa exclusiva feita com as próprias mãos. A beleza passa a ser construída com silicone, Botox, preenchimentos, lipos, cirurgias reparadoras (e não apenas com roupas de malhação). É a popularização da ideia de interferir no corpo por meio de cirurgias e implantes. 

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