DE LA RENTA: O NOME LATINO DO LUXO

Por Camila Veiga


Oscar de la Renta.

“Ele é o estadista da moda americana”, diz Hillary Clinton, referindo-se a Oscar de la Renta, o estilista que transformou sua clássica combinação de tailleurs em produções marcadas pelo glamour sob medida (1), que tanto contribuiu para que ganhasse o carisma do povo e da imprensa, enquanto era primeira-dama dos Estados Unidos, de 1993 a 2001. A relação de mais duas décadas entre ambos criou laços de amizade e admiração mútua. Do fascínio de Hillary por suas criações, nasceu “Oscar de la Renta: American Icon” (2), exposição que estreou em 8 de julho e segue até 1º de dezembro no Centro Presidencial William J. Clinton, em Little Rock, no Estado americano do Arkansas. São cerca de 30 peças criadas ao longo dos mais de 50 anos de carreira do ícone da moda (3).

  
1, 2 e 3.

De la Renta nasceu em 1932, em Santo Domingo, na República Dominicana. A intensidade das flores e das cores do local é citada por ele como sua maior inspiração (4) – e, reconhecidamente, é seu diferencial (5). Com 18 anos (6), foi para Madri, capital espanhola, estudar pintura. Seus esboços logo ganharam traços fashion. O interesse pelo design cresceu e De la Renta teve a oportunidade de trabalhar com o mais famoso costureiro da Espanha, Cristóbal Balenciaga, com quem aprendeu as técnicas acerca do vestuário. Próxima parada: Paris, na Lanvin. Como assistente de costura, aprimorou croquis, absorvendo a extravagância da alta-costura francesa (7).

  
4, 5 e 6.

Em 1963, projetou investir no segmento prêt-à-porter. Seguindo conselhos de Diana Vreeland, então diretora da revista Vogue, rumou aos Estados Unidos e trabalhou no salão de alta-costura e prêt-à-porter de Elisabeth Arden, que impulsionou seu nome no cenário da moda. Dois anos mais tarde, iniciou o trabalho com Jane Derby (8). Após o falecimento dela, ainda em 1965, lançou a marca feminina Oscar de la Renta, em Nova Iorque. E o sucesso foi instantâneo.

 
7 e 8.

Em 1967, 1968 e 1973, foi prestigiado com o Coty Awards, o ‘Oscar’ da indústria de moda americana. No mesmo período, a elegante Jacqueline Kennedy (9) passou a vestir suas criações. Da história recente, já vestiu todas as primeiras-damas americanas.


9.

No tapete vermelho, Cameron Diaz (10), Penelope Cruz, Blake Lively, Nicole Kidman e Sarah Jessica Parker são alguns dos nomes a desfilar Oscar de la Renta – esta última protagonizou um episódio de Sex and the City (11), em 2004, no qual um vestido do estilista norteou o enredo.

 
10 e 11.

Além de sustentar o sucesso da grife homônima, em 1993 tornou-se o primeiro estilista latino-americano a ocupar o cargo de diretor criativo de uma marca de luxo francesa, a Balmain (12), na qual permaneceu até 2002.

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12.

Ao vestuário e à perfumaria – que estreou em 1977 – agregou novas linhas. Sua inserção no segmento de calçados, bolsas, carteiras e cintos se deu em 2001. No ano seguinte, entrou em cena a linha Home, de decoração. Em 2004, foi a vez dos óculos; em 2006, da Bridall Collection (13), voltada a vestidos de noiva; e, em 2012, o público infantil ganhou uma linha especial.


13.

Quando o assunto são acessórios, a grife lança mão de mestres artesãos e dos mais nobres couros (14). “Minha coleção de sapatos (15) é projetada para pontuar o guarda-roupa de uma mulher com estilo e graça”, descreve o ícone. Ricas texturas e enfeites bordados à mão (16) refletem a qualidade e atenção aos detalhes que a maison preserva desde 1965. Suas bolsas são verdadeiros símbolos do luxo moderno (17). Artesanais e em pequenos lotes, as peças são adornadas com pedras semipreciosas, delicadamente esculpidas. “A mulher faz sua roupa a partir dos seus acessórios”, define De la Renta.

 
14 e 15.

 
16 e 17.