Blinde a informação de moda com DNA

Miu Miu

Você aí sentado, em pé ou caminhando está lendo alguma coisa. Nunca na história da humanidade lemos tanto. E digo mais: nunca tivemos tantas oportunidades em nossas mãos e olhos para pesquisar. O seu oráculo virtual está há apenas um clique de você: Google. O poder da escolha é seu: o melhor preço, melhor marca. Seu perfil no Facebook é seu novo jornal e seu Instagram, sua forma de comunicar sua imagem. Está tudo muito mais fácil, mas muito longe de ser tranquilo.

A informação self service virou algo relevante e irrelevante ao mesmo tempo e, neste ponto, se faz necessário parar, pensar e começar de novo, com discernimento de pesquisa pontual com o valor verdadeiro da marca e seu DNA.

Em tempos em que as coleções são feitas no sistema ‘see now, buy now’, todos os departamentos da indústria da moda, de qualquer marca, têm de trabalhar como uma equipe de remo, buscando a sincronização de todos os dados possíveis para, no final, conseguir o resultado positivo: vender mais. Nos dias atuais, esta visão tem de ser ampliada em critérios de igual importância. Trabalhar em conjunto, compartilhar informações, dúvidas e soluções para todas as áreas, desde a pesquisa, produto, valor, local, varejo até o consumidor.

Matemática da moda

Março é mês de movimentação, penúltimo passo antes da finalização de coleções do verão 2018, o primeiro lançamento, dos de seis ou sete (em média) lançamentos no varejo de moda. A matemática da informação –acreditem, existe matemática para uma boa coleção de moda – vem da junção das informações e valores da imagem, produto, relatórios da marca e dos novos e avançados ROi, SEO e outros recursos que o maravilhoso mundo virtual nos possibilita fazer, viabilizando maiores chances de acerto. O feeling também faz parte desse processo, assim como o inesperado, sempre potencializado nesta matemática da moda.

Observe as imagens deste artigo. Cada uma delas é o indicativo de metodologia de monitoramento e curadoria de informação dos modos de ser, dos modos da moda, aqui de forma ampla. Você, que tem marca, olhe o seu DNA, o que você representa nesta grande salada do varejo, e direcione-se. Não use sua informação como uma metralhadora atirando para todos os lados das construções, cores, texturas e estilo. Deixe isso para os grandes, com capital de giro alto, que têm controle de nichos e marcas especificadas para cada mercado.

Aqui vale a máxima: lembre-se de como você e sua marca começaram, como seus olhos brilhavam, lembre-se do que você e sua marca significavam no início para o seu consumidor. Hoje, a sua identidade é o ponto crucial para você ser único e sair na frente do concorrente. O sol está para todas as marcas genuínas. O consumidor de hoje é muito específico. Estudar e surpreender é a base de todo empresário de moda.

Busque a informação por e para o seu DNA. Faça a sua fração matemática com essa visão pessoal, mais a visão dos verdadeiros colaboradores que não visam poder, visam saber e dar o seu melhor para sua marca e seu consumidor. Busque o equilíbrio entre o paralelo marca – consumidor e busque sempre o efeito “criança com doce na boca”. Faça com que o seu produto seja para o seu consumidor o que um doce, ou a primeira bicicleta, é para uma criança.

Dior  Burberry  Salvatore Ferragamo