Cinco revoluções tecnológicas com humanidade

O que será que, antes de começar a ler este artigo, você estava fazendo em seu celular, tablet ou outro dispositivo de acesso ao mundo virtual? Hoje vivemos assim: deixamos um pouquinho de lado nosso extensor eletrônico da acessibilidade digital para fazer qualquer outra atividade, mediante nossos interesses e necessidades.

Desde startups emergentes até as organizações globais, todos precisam lidar com um número inimaginável de dados como este que acabei de perguntar. Em que lugar do mundo virtual você está? Pois é com esse dado que se cria a necessidade de desenvolver um método eficaz para gerenciar a demanda dos interesses de todos usuários do mundo fantástico das telas touch.

Os dados do consumidor (ou seguidor? escolha a sua designação) são o “ouro” escondido nas bases de dados que transformam a camada de tecnologia das ferramentas de Business Intelligence (BI), Big Data e Analytics do mundo virtual. Hoje, é o BI que consolida os principais indicadores de uma empresa, fornecendo visões precisas e analíticas, apoiando o panorama presente e futuro das empresas.

Estive no mais recente evento do E-Commerce Brasil, série de palestras com foco exatamente neste dilema: como lidar com a precisão dos dados de maneira mais assertiva e humana. Confira os cases apresentados.

O Amor é Simples – Plataforma de venda de vestidos de noivas, algo novo no e-commerce brasileiro 
TAG Experiências Literárias – Clube de assinatura de livros (num País que, em princípio, não lê!) 
Luiza Labs – Laboratório de inovação do Magazine Luiza (“uma empresa digital com pontos físicos e calor humano”)
Sephora – Maior rede de produtos de beleza do mundo, este negócio do grupo Louis Vuitton revolucionou o serviço de cartão fidelidade no Brasil, por meio da análises de dados dos consumidores
Arezzo&Co – Uma das principais marcas de calçados e acessórios do País, deixou sacramentado que não se toma mais absolutamente nenhuma decisão no grupo com base em “achismos”

Mas, afinal, de onde vem a precisão dos dados utilizados por estes negócios? Vamos às respostas:

Inteligência artificial (AI)
Não fique pensando que seremos substituídos por robôs. Trata-se de um trabalho conjunto, em que a tecnologia funcionará como uma ferramenta facilitadora. Informações precisas permitirão processos mais rápidos. Um novoperfil de profissionais de TI, focado em treinamento e aperfeiçoamento de inteligência artificial, nasce a partir disso. 

Eles serão responsáveis por definir os parâmetros para o que deve e não deve ser classificado para um resultado de negócio, além de determinar as regras de engajamento e critérios sobre o que constitui “recompensa”, entre outras funções. Uma vez que isso aconteça, a tecnologia poderá recomendar oportunidades comerciais positivas com muita agilidade.

Imparcialidade
Realidade virtual e AI irão ajudar as pessoas a encontrar e agir em relação à informação, sem interferência de emoções ou preconceitos externos. Ao mesmo tempo em que as capacitará para exercer o julgamento humano, quando apropriado. A inteligência artificial será utilizada em processos de recrutamento, por exemplo, enquanto a realidade virtual poderá fazer entrevistas para assegurar oportunidades exclusivamente por mérito, mascarando a identidade do candidato com um avatar.

“Localização das Coisas”
Abrange os dispositivos que detectam e comunicam posição geográfica. A captura desses dados permite ao usuário considerar o contexto adicional da localização de um dispositivo, ao avaliar a atividade e os padrões de uso. Esta tecnologia pode ser usada para rastrear recursos, pessoas e, até mesmo, interagir com dispositivos móveis, como smartwatches ou crachás, para fornecer experiências personalizadas. 

Ao que se refere à análise de dados, os números baseados em localização podem ser vistos como uma entrada X saída de resultados. Se os dados estiverem disponíveis, o analista pode incorporar essa informação para entender o que está acontecendo e o que ele deveria esperar acontecer. A Magazine Luiza, por exemplo, já se utiliza dessa inovação, observando o consumidor na loja, em seu caminhar e pesquisar.

Estratégia de multicloud ou multinuvem
Será comum para 70% das empresas até 2019. Implementar um ambiente multinuvem pode determinar quem oferece o melhor desempenho e suporte para cada situação. Com a adoção desta prática em ascensão, as companhias avaliam sua estratégia e medem a adoção, uso interno, demandas de carga de trabalho e custos de implementação para cada plataforma.

O Google é rei nesse segmento e sua experiência gerou, no último semestre, até e-book explicando como facilita atualmente e facilitará a vida das empresas num futuro próximo. Hoje já existem kits importantes no sistema de Cloud e Machine Learnig do poderoso buscador.

Proximidade entre clientes e empresas
O cliente é sempre importante, mas, hoje, colocar a experiência dele em primeiro lugar se tornou mantra. No próximo ano, as empresas usarão análise preditiva, aprendizagem de máquina e inteligência artificial para entender as necessidades dos clientes e, até mesmo, antevê-las. Os serviços de atendimento ao cliente serão o pivô da mistura entre homem e máquina, com o atendimento humano interagindo com agentes virtuais inteligentes, como um time, para oferecer a melhor experiência. 

Aqui está a chave da humanização das tecnologias citadas: quando você faz o papel de atendente, consultor, vendedor, empresário e vai ao seu cliente no SAC, no chat, na loja virtual em e-mail, redes sociais inbox, WhatsApp e mensagens você humaniza, destaca, revela e dá crédito à importância de ser único.

FALE COM ELE!
Independentemente do avanço tecnológico, falar com o cliente sempre será a chave da evolução e humanização do negócio. As redes sociais provam diariamente esta verdade, por mais que as necessidades empresariais e de marketing anunciado tentem conter.

Falar, interagir e ouvir um caso são as atitudes humanas que nos tornam ainda mais conectados no físico e no virtual. Por isso, hoje as grandes celebridades e seus tutoriais no YouTube são esse sucesso. Assim como no Instagram, suas imagens fotográficas revelam e escondem as aparências humanas.

Sobre instinto e força de vontade
Neste ano de 2018, poderemos nos estudar melhor, sem perder de vista o respeito ao outro. Seja qual for o poder tecnológico, como somos humanos, temos instinto. As tecnologias ainda não têm isso nem a abençoada força de vontade.

São diferenciais que nos levam a mundos imaginários muito além do virtual. Pensando nisso, vai uma dica, além das leituras sobre BI, claro: assistam ao filme “O homem que viu o infinito”. Trata-se da história de Srinivasa Ramanujan, matemático indiano que fez importantes contribuições para este universo, bem como para a teoria dos números, a série, frações contínuas e a base dos estudos dos buracos negros.

Até hoje, suas descobertas de autodidata são pesquisadas. Da intuição, nasceu um dos maiores matemáticos de todos os tempos. Ah, sim, é um filme com muita humanidade, para vermos e sentirmos, exercício necessário diante deste cenário tão complexo de digerir.