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Casa Ipanema - Rio de Janeiro.

Flagship tem um significado bem didático, em que o próprio termo já nos leva à compreensão de que este estabelecimento é a “nau” que todas as demais lojas devem seguir. Via de regra, as demais lojas da marca levam a essência estética da flagship e não exatamente a sua reprodução, como é o caso das Havaianas, que tem no bairro dos Jardins, em São Paulo/SP, sua flagship, e lojas cujas características básicas foram incorporadas em pequenos espaços de lojas de shopping. Ela é a loja desejável, loja mídia, loja de mix mais completo e, sempre, devido aos seus grandes espaços, oferece aos seus clientes conforto, café, exposições mais conceituais e até mesmo contam a história da marca.

Essas lojas são, invariavelmente, assinadas por grandes nomes do design, como no caso de Peter Marino, que é um dos mais aclamados arquitetos do mundo e projeta as flags do grupo LVMH. 

Este conceito chegou ao Brasil há mais ou menos dez anos e se tornou quase fundamental para a existência e manutenção de muitas marcas. As primeiras experiências com essa proposta aconteceram no vestuário, com grifes que entenderam a força e o impacto que estes espaços causam no inconsciente dos clientes. 

Hoje, podemos ver este conceito (pois as flags são, acima de tudo, conceitos) nos mais diversos setores do varejo, como, atualmente, é o caso da Riachuelo. 

Para fazer uma flagship, não é necessário ter uma grande rede ou mesmo uma grande marca por trás. Aliás, elas existem também para tornar sua marca um diferencial e mostrar todo seu DNA e, a partir da mesma, impor uma estética e uma experiência de venda da qual inicia-se toda uma história.


Melissa - Brasil.

:: COMO SURGIU
Todo este conceito teve seu início na Itália e talvez daí venham vários exemplos de excelência. Atualmente, um dos maiores investidores neste tipo de loja são países asiáticos e orientais, caso de Japão e Emirados Árabes (Dubai). 

O Brasil, neste quesito, vem surpreendendo até o mais céticos dos empresários, sempre com novidades e com características conceituais que, aliadas ao atendimento e à criatividade dos dos designers, vêm despontando com espaços como a Melissa SP, que virou um dos maiores referencias mundiais e com reproduções em diversos locais do globo.

Um caso bem recente é o charmoso espaço da Ipanema, em bairro homônimo no Rio de Janeiro, que nos leva a um mundo de informações, em um ambiente multifuncional e com a brasilidade peculiar da marca.


Roger Viver - Dubai.

:: ENTENDA MAIS
O ambiente das flagships tanto reflete o luxo e o potencial das marcas, como também pode fazer destes espaços experiências únicas, como verdadeiras obras de artes e não exatamente o luxo propriamente dito, mas com inovações arquitetônicas e irreverências que as tornam icônicas.

Não existe uma regra de como se montar uma loja flagship. O que existe é o conceito de que este espaço deverá ser diferente de todos os demais e, com certeza, é a loja de maior destaque que a marca vai ter. A partir dela, inicia-se um processo de padronização em todos os âmbitos, desde atendimento, sistema de logística, teste de produtos e serviços novos.

O mais importante é ter em mente que uma empresa que tem sua flagship está madura e certa de que veio para ficar e marcar a mente dos seus clientes. Isto não é uma tendência, mas uma evidência. Com isso, ganham as marcas e os clientes. E quem ganha ainda mais é o Brasil, que tem muito terreno a crescer e capacidade para tal. Uma flagship é um verdadeiro sonho de consumo de todas as mulheres do mundo!


Camper - Nova Iorque.

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