NATAL COMBINA COM LIBERDADE, BRILHO E ENCANTAMENTO

Digam o que quiserem, mas o mundo todo espera ansiosamente pela chegada da data mais festiva do ano. O final do ano vem regado de felicidades das mais variadas para uns porque um novo ano vai começar, para outros porque é verão, alguns porque é sinônimo de férias e para a indústria e o varejo, obviamente, porque é o grande momento de vendas acima da média anual. 

Mas o Natal também pede uma série de símbolos que o identifique, famílias montam árvores, praças se iluminam e lojas fazem ambientes contemplativos e comemorativos.

Existem algumas regras sobre visual merchandising para uma aplicação mais adequada para cada setor, regras essas que podemos nesta única data do ano jogar fora.

O Natal é uma grande festa e cada um se mostra ao seu cliente da maneira que mais lhe for conveniente. É praticamente impossível determinarmos o que cada empresa deve fazer, mas podemos tranquilamente determinar o que ela NÃO pode: deixar essa data passar despercebida sem nenhum tipo de ambientação.

Agora, quanto à ambientação, o céu é o limite. No mundo da informação instantânea, impor uma única tendência ou definir um estilo é quase que ditatorial. Então, as palavras que mais combinam com este momento são liberdade, brilho e encantamento.

 
Macy's/Estados Unidos e Miu Miu/Estados Unidos.

Encantar o cliente com uma vitrina contemplativa, como se fosse um grande cartão de Natal, em que ele pode fazer uma leitura que represente o muito obrigado do lojista por ele ter passado mais um ano fiel a sua marca. 

 
MIKIMOTO/Estados Unidos e Le Bon Marché/França.

Brilho! Natal sem brilho é macarrão sem queijo. Neste caso, o brilho fica por conta das luzes, dos materiais metalizados, dos leds e néons que estão em alta. Tudo que brilha seduz.

Liberdade para sair do lugar comum e se permitir ousar com vitrinas em todos os sentidos. Chega de imposições de pseudoformadores de opinião que dizem que o Brasil é tropical e neve não combina. Sabe o que combina com a liberdade? Tudo! Pois tudo pode, desde que o bom senso ande de braços dados com a criatividade.

 
Burberry/Inglaterra.

Mas o que de fato podemos dizer sobre tendência neste Natal que se aproxima? 

Bom, pode anotar que o luxo vai imperar. Haverá muitas cores, tanto quanto luzes ou mesmo nas bolas de Natal, gigantes ou não. Aliás, é bom dizer que as bolas voltaram a ser vedetes. Outras apostas muito prováveis são o Natal retrô e as temáticas que nada têm a ver com a comemoração natalina, mas que ganham seu brilho ou um toque que remete a ela, sem ser óbvio. Um bom exemplo seria colocar o circo, o camarim, o barroco, entre outros.

 
Isetan/Japão e Hermès/Japão.

Quem não se recorda que no ano passado, o Brasil parecia ter virado a Turquia, com seus balões? Vai aí uma dica que amo: pegar um local ou mesmo um país (o que chamaríamos de vitrina folk) e trazer à tona manifestações natalinas destas regiões.

O grafismo pode e deve ser usado no Natal, mas lembre-se que encantar vai além de quadricular. 

Natal combina com presentes e, no caso de lojas de calçados e acessórios, este ícone ainda serve de apoio para produtos.

 
Galeries Lafayette/França.

O que mais vale disso tudo é não se limitar e não fazer por fazer. Todo trabalho tem que conter nele uma boa dose de emoção, desde o processo criativo, até sua execução. Pode ter certeza que o cliente percebe toda a intenção empregada nesta produção. E, como resposta, você terá uma vitrina potencializada em todos os âmbitos.

 
FENDI/Malásia FENDI/Inglaterra.

Use e abuse dos símbolos universais. Mas, se puder, vá além, faça uma grande amálgama entre tradição e vanguardismo.

 
BLOOMINGDALES/Estados Unidos e Tod's/Itália.

  
SELFRIDGES/Inglaterra e Saks Fifth Avenue/Estados Unidos.


 Pedro/Indonésia.