OS CINCO SEGUNDOS DA PRIMAVERA

A vitrina, como todos sabem, é uma ferramenta de comunicação poderosa no ponto de venda. Porém, seu impacto sobre a ação e interpretação de um cliente é de apenas cinco segundos. Ou seja: o recado tem que ser compreendido em sua plenitude pelo visualizador em frações de segundos. Esta é sempre uma árdua tarefa, porém quando falamos em sazonalidade, a primavera pode ser considerada a estação mais fácil de se trabalhar, em todos os seus aspectos.

Independente das tendências, a temporada primaveril é um tema que em si se encerra, o que facilita, principalmente, quando temos tanta diversidade estilística disponível. Afinal, durante este período, é comum vermos desde metalizados, rendas e estampas de animais, até as delicadas sapatilhas presentes lado a lado nas lojas do País afora.

Pensar em uma vitrina de primavera é como pensar na renovação. Afinal, saímos do inverno, que nos introspecta, para uma nova estação e nos coloca em movimento libertário e renovador. Se fôssemos filosofar, a primavera poderia ser associada ao renascer.

Para este tipo de vitrina podemos usar a liberdade criativa sem medo de erros, pois a primavera é composta por temáticas universais e de alto poder de compreensão, como, por exemplo:

:: Flores de todos os tipos
:: Campos
:: Borboletas
:: Pássaros
:: Cores
:: Estampas das mais variadas (não florais)
:: Brincadeiras geométricas
:: Céu
:: Doces
:: Hedonismo
:: Paisagens e atmosferas idílicas
Isto e muito mais. É quase um glossário que se utiliza para o tema primavera.

O que devemos exercitar é o poder de síntese das possibilidades aliado ao produto, sem sermos demasiadamente óbvios. Temos que deixar para a mente dos clientes as conexões. Talvez um bom exemplo fosse a seguinte situação: o jardim de Versalhes sendo interpretado somente por uma leve imagem difusa no fundo da vitrina, onde os suportes de calçados, em metal dourado e retorcido, fariam alusão aos seus imponentes portões. Temos então uma paisagem idílica, um toque de sofisticação extremamente funcional do ponto de vista de elevar o produto ao seu lugar, que é o de destaque.


Louis Vuitton/Nova Iorque

O tema primavera não se esgota ou desgasta. Sendo assim, uma boa vitrina feita há dez anos pode ser hoje uma fonte de inspiração para uma releitura.


Louboutin/Inglaterra.

Como nos exemplos puramente inspiracionais que são apresentados, cuja fonte vem de vitrinas de países de todo o mundo, de diferentes épocas, porém, todas  adequadas ao que o momento pede. Assim como as flores nascem na primavera, a criatividade renasce neste período.

  
Andrea Mabiani/Japão e Kate Spade/Japão.


Cole Haane/Estados Unidos.

  
Dior/Estados Unidos e Indonésia.

  

 
Eickhoff/Alemanha, Felisi/Japão e Galeries Lafayette/França.

  


Hermès/Bahrein/Japão/Holanda.

  


Louis Vuitton/França/Indonésia/Nova Iorque.

 
Manolo Blahnik/França e MG/Japão.

 

 
Mulberry/Inglaterra e Jimmy Choo/Rússia.

  


Shoes of Prey/Austrália.